Estava pensando em vir aqui e
escrever um post intitulado “Tornei-me piegas”, por culpa exclusiva (mais uma
vez) de um rápiro lero com meu amigo Bráulio, quer dizer, Bira, por ter postado
no feice algo sobre os pracinhas da FEB na Segunda Guerra Mundial, quando
resolvi, sem mais “sem” menos (rs), virar 180 graus e postar algo com este
outro título: O Anjo Pornográfico”.
Haverá coerência nesta minha
guinada de 180 graus? Bem, se não houver, a gente inventa uma! O importante é
não perder a piada.
Nelson Rodrigues sempre foi um
dos meus Gurus, como se pode constatar aqui:
e este título me remete ao
ótimo livro do Ruy Castro sobre o meu guru, que recebeu, por mais um momento de
inspiração do seu autor, este título. Alguém que foi ao mesmo tempo, Anjo e
Pornográfico. Polêmico até o último fio
de cabelo, mais ácido do que o pH estomacal (uma vez médico, médico até morrer –
rs), autor de frases que levam uma sutileza de um hipopótamo em uma loja de
porcelana chinesa ( tipo...”O dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro”) e meu
mestre número 1 em ensinar-me a ler/ouvir/escutar/perceber tumimi”, do aquilo que não é dito. As palavras que saem de nossas bocas, muitas vezes não passam de “mipara usar um termo da moda. Dizemos “mimimi” e, na verdade,
estamos pensando as mais pornográficas e pesadas palavras e/ou situações
imaginadas. Dizemos “meus pêsames” para a viúva, quando na verdade estamos
pensando algo do tipo...”quando é que comerei esta gostosa que, prá minha
sorte, acabou de perder aquele escroto de marido??!1”
Então, nelsonrodriguianamente,
passei do Anjo para o Pornográfico.
Quem não me entender, é porque
nunca me conheceu. Agradeço ao meu “paipai” e à minha mamãe, por terem “me tido”:
não fosse isso, não fosse aquela noite de enfado total, onde não havia nada
melhor prá fazer, não estaria eu aqui, hoje (rs). Que bom que tenham “me tido”
naquela noite! Que bom que em 1952 ainda não havia televisão (rs)!
Aí, resultante da noite da “caçapavense”
com o Tenente, veio este que vos fala: nasci de um gozo, imagino. Nasci de um
grande desejo que pintou entre os dois, mesmo que temporário e fugaz. Ou se não
foi tudo isso, sei que não foi nenhuma camisinha furada ou muito menos nenhuma
penitência que os dois estavam pagando. Naquele momento eles queriam, imagino,
priorizar o tesão de cada um, no outro. Com o outro. Na companhia do outro. O
que viria depois, é o que viria depois, como diria meu outro guru Cyro Lavieri.
Aos curiosos em conhecê-lo,
Cyro, cliquem aqui:
Mas então, gentemmmm, como
costuma dizer a outra “caçapavense” e “irmã” querida Alba, sei que há espaço,
neste corpinho que Deus me deu (quase 64 aninhos mas com corpinho de 62...e
meio), para que o Anjo e o Pornográfico habitem o mesmo teto. Hora do Anjo,
serei piegas; hora do Pornográfico, serei Devasso, mais que a (beata) Sandy ou
mesmo o Paulo (xará) César Pereio. Na intimidade onde me acho e me encontro,
dou-me o direito de ser “O Médico e o Monstro”: piegas e pornô! Acho que um é
indissolúvel do outro. O piegas não vive sem o pornô e vice-versa. Eles não se
antagonizam. Eles se complementam! Imagino até que, caso eu negue qualquer um
deles, o outro, em solidariedade, também me deixará! Qualquer um deles, em carreira solo, seria metade do
que sou!
Hoje, um momento único em minha
vida, vejo-me, tal e qual uma bela pizza, mezzo a mezzo. Vivo, com prazer, o
piegas e o devasso. Partilho, com prazer, minhas metades. Tendo ou não o outro
Oswaldo – desta vez o Montenegro – como minha trilha sonora!
Minhas “metades” estão salvas,
atuantes, vivas e cheias de prazer!
Salve as minhas metades!
Salvei...as minhas metades!
Hoje consegui, finalmente,
uní-las em um únco e sólido Paulo.
Por isso, hoje... “somos quatro”
(rs)!!
DÊ
PLAY
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